Sexta, Sábado e Domingo – Das cinzas aos céus.
Nossa mente é um enigma, nós somos o que pensamos que somos. Às vezes acontecimentos desagradáveis nos puxam pra baixo e nos fazem desacreditar da gente, daí para o fundo do poço faltam milésimos.
Assistindo ao filme 2012, que fala sobre catástrofe e fim do mundo, como é comum do gênero, no seu final há o renascimento, no seu durante a luta resistindo aos gigantescos empecilhos. E, contudo isso vejo como nossa vida humana, demasiada humana, é frágil, é um nada. E percebo também como só nós mesmo, só nosso próprio eu tem que acreditar em nós mesmo pra sobreviver, pois se depender do outro, nos findaremos. Como disse uma amiga minha: “não chore, não fique no chão, não caia, pois ninguém lhe ajudará, pelo contrário, vão lhe empurrar para bem mais fundo, lhe pisar e estraçalha!”.
E é incrível como isso acontece, quanto mais estamos no fundo do poço, mais nos pisam e estraçalham conosco. Vi isso de perto em apenas três dias, quando me senti um zero a esquerda, um lixo ambulante, uma escoria diante dos outros, e todos através de gestos, palavras, pequenas atitudes reafirmavam isso. Porém quem mudou isso? Eu! Percebi que tudo que pensamos e agimos sobre nós mesmo reverbera ao universo, pois a energia que nos move no mundo durante a vida vem de dentro para fora, do nosso epicentro, e tocamos as pessoas ao nosso redor com essa energia. Por isso cuide bem de você, cuide de sua energia, cuide do seu epicentro.
Passar por momentos difíceis às vezes é cruel, parece que não tem fim, que não há saída, que lutamos diariamente
Não podemos desistir, a mola propulsora para não pararmos no tempo são as dificuldades e a vontade de vencê-las. Imagine se tudo fosse fácil, se tudo se realizasse como num piscar de olhos, qual seria a graça da vida, nunca teríamos aquela sensação que é quase um gozo, de quando conseguimos conquistar alguma coisa muito difícil. Como a primeira vez que ganhamos uma corrida no jardim de infância, ou aquela partida de futebol com os amigos onde, aquele gol quase não saia, ou aquele a sua formatura da faculdade que tanto lhe deu dor de cabeça pra terminar, com tantas noites sem dormir. Que graça teriam essas coisas se fossem fáceis? Não teriam, seria algo sem nexo, sem nada.
És muito diferente dos demais? Sua vida não é convencional? Em seu ciclo de amigos você às vezes não esta no mesmo contexto dos demais? Terrível, queria ser igual à boiada? A ância adolescente de se encaixar nos grupos não sai de nossas vidas, neste aspecto seremos sempre adolescentes. Então não sofra com isso, se você está passando por um momento parecido com esse descrito acima, que tal pensar ser alguém que se encontra além do tempo em que vive? Incompreendido por muitos por estar a anos luz desses demais? É assim sempre, os maiores gênios da humanidade não foram compreendidos no seu tempo, nem aceitos, foram marginais, excluídos, porem buscaram e acharam algo que só no futuro perceberam a importância.
Pra finalizar dou apenas um conselho, algo que criei para mim mesma seguir: deram-lhe defeitos, lhe disseram que não era bom o suficiente, que era estranho, esquisito, fora dos padrões que beiram a tal perfeição? Não se abata! Quem lhes disse isso não é possuidor da grandeza precisa para lhe compreender, é alguém deficiente e desprovido de algo que beira ao transcendental, em suma, é alguém certamente menor que você! Pense assim e a vida será mais vivida com força e vontade, nos amar acima de tudo e de todos, como diria a carta escrita á Sophie Calle, com a qual transformou em arte contemporânea, por ser possuidora dessas qualidades ditas acima: Cuide de você!
Vanessa Damásio.

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